terça-feira, 25 de outubro de 2011

Por educação ou pela lei?

A educação das pessoas, no trânsito e na vida, não se constrói de maneira espontânea. Não nascemos educados, mas aprendemos a ser, de acordo com o que nos é ensinado ao longo da vida. No entanto, a educação recebida em casa, muitas vezes, não é suficiente para fazer com que as pessoas se tratem com respeito. 

Se não podemos mais esperar cordialidade entre condutores de veículos e pedestres, temos que recorrer ao Código de Trânsito Brasileiro em nome da preservação da vida. Se o Código não tem a capacidade de evitar os acidentes, pelo menos, oferece amparo jurídico a quem é vítima da imprudência.

Como faixa de pedestres, eu tenho a função, no trânsito, de garantir a travessia segura de pessoas. 

Assim o Código determina:

Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.

Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.

   






segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um exemplo que me fez ganhar o dia



19/10/2011
Sexta-feira, 11h30min. O movimento de carros e de pedestres na Av. Almirante Maximiniano da Fonseca era pequeno. Sempre que o fluxo de veículos aumentava um pouco, surgiam pessoas querendo atravessar a via, pra variar, longe de mim.

Hoje, para ter uma noção mais clara de como ainda estou sendo subutilizada, resolvi fazer estatística: no intervalo de tempo entre 11h30min e 11h40min, contei quantos pedestres passaram a rua sobre mim e quantos preferiram se arriscar. E o placar foi o seguinte: 22 x 1 para os que atravessaram fora. (Vale salientar que só contei os 22 que passaram a menos de 10 metros de mim. Se eu fosse enumerar todos os que fizeram a travessia longe de mim, xi... Teria perdido as contas!) E é, justamente, “essa” pessoa que me faz ter sentido de existir! Continue dando exemplo!  

Motoristas, sou invisível?




17/10/11
Hoje, quarta-feira, tenho boas e más notícias. Pela manhã, presenciei bom número de pedestres atravessando sobre mim. É sinal de que estão começando a reconhecer o valor que tenho para sua segurança. Ainda assim, há muitos que insistem em não me utilizar. Quanto aos motoristas, infelizmente, não posso elogiá-los. Quase todos simplesmente ignoraram a minha presença! Parece até que não existo... Pois todos os pedestres que optaram por fazer a travessia (supostamente) segura, tiveram que esperar que não viesse nenhum carro, para poder passar ao outro lado da rua. Hoje presenciei, também, um acidente, envolvendo um carro e uma moto, bem pertinho de mim... Foi tão rápido que não pude perceber quem foi o culpado. Só sei que o pobre motociclista gemia e se contorcia de dor, com a moto por cima dele. Quando será que teremos um trânsito seguro para todos?

Minha razão de ser


Deixe-me apresentar: sou uma faixa de pedestres. Estou localizada na avenida Almirante Maximiniano da Fonseca, em frente à Faculdade Sete de Setembro, no bairro Luciano Cavalcante, na cidade de Fortaleza. Até ser instalada aqui, um longo caminho foi percorrido.

Após três anos de insistência junto à Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), um grupo de alunos da Faculdade Sete de Setembro, com o apoio da direção, conseguiu a aprovação do pedido para a criação de uma faixa de pedestres, em frente à instituição de ensino. A reivindicação dos estudantes tinha procedência: o fluxo de veículos no local é intenso e, na maioria das vezes, os motoristas trafegam em alta velocidade. Enquanto isso, centenas de pedestres atravessavam, diariamente, a av. Almirante Maximiniano da Fonseca, não tendo alternativa senão arriscar-se em meio aos carros.

A reivindicação, ou pelo menos parte dela, foi atendida: em setembro de 2011, profissionais da AMC vieram até a av. Almirante Maximiniano da Fonseca e fizeram a minha pintura, faixa por faixa. Também, colocaram placas dizendo que era proibido estacionar sobre mim. Hoje estou aqui, prontinha, bem visível, à disposição de todos os pedestres.